A tecnologia proporciona mudanças drásticas e quebras de paradigma
basicamente em todas as áreas. Atualmente, para uma empresa que está
crescendo, ou que pelo menos tem condições para tanto, é evidente
que a aplicação das inovações tecnológicas propicia melhor
controle interno com informações no tempo ideal e com a
confiabilidade necessária para sua permanência no mercado. Nesse
quadro de atualizações, percebe-se, inclusive, as grandes mudanças
no próprio campo da tecnologia, em que tais alterações
proporcionaram a modelagem de um “novo” profissional que persegue
as conquistas tecnológicas e ajuda na concepção de novos
paradigmas.
Para entender corretamente essas mudanças e como elas influenciaram
os profissionais de tecnologia, pode-se dividir a Revolução
Tecnológica em três grandes momentos:
- Informática isolada: década de 1970, quando a informática era conhecida como PROCESSAMENTO DE DADOS, em face do grande volume de processamento existente no departamento empresarial do mesmo nome. Essa fase é representada pelos grandes mainframes e pelos profissionais de tecnologia extremamente especializados. Nesse momento, os profissionais de informática eram os grandes “donos” dos dados, pois somente eles tinham acesso direto ao seu conteúdo e ao seu tratamento.
- Informática distribuída: década de 1980, marcada pelo aparecimento e popularização dos microprocessadores, cujo principal símbolo é o PC (personal computer). Nessa fase, os profissionais de informática visualizaram novas perspectivas de atuação, em consequência das inovadoras aplicações da tecnologia. A denominação desse profissional foi alterada, visto que passaram a ser designados como profissionais de tecnologia da informação.
- Informática amigável: década de 1990, marcada pelo aparecimento dos ambientes gráficos e pela internacionalização dos softwares multi-linguagens, juntamente com o crescimento exponencial da Internet e seus serviços, que ampliaram a área de atuação desse profissional. A Internet se transforma em uma aplicação de grande importância para as organizações, as quais necessitam de profissionais que possam integrar as novas tecnologias aos negócios que essas empresas se ocupam. Esse profissional é escasso no mercado de trabalho por causa do crescimento repentino do setor.
Dessas grandes fases, o profissional de tecnologia sai da posição
de “dono dos dados”, para uma de “profissional de suporte” no
momento em que os microcomputadores distribuem o processamento dos
dados em cada mesa que tenha um computador. É a fase em que a
informática se torna uma ferramenta para os outros profissionais,
exigindo especialistas em cada área para prover o suporte
necessário.
No último estágio, é imprescindível que o profissional de
tecnologia entenda do negócio da empresa para conseguir aplicar a
tecnologia como vantagem competitiva. Assim, conceitos de
administração de empresas são necessários para definir a melhor
forma de aplicar uma tecnologia em benefício da organização.
A fusão da tecnologia com outras áreas de atuação criou uma série
de novos perfis profissionais na área de tecnologia. Dentre eles se
destaca o CIO, o diretor-executivo de informações, que está
intimamente ligado à alta administração da corporação, formando
o elo entre as necessidades da organização e a aplicação da
tecnologia em benefício da empresa.
A grande lição do exposto é que
o profissional de tecnologia passou, e continua passando, por um
processo constante de mudança de paradigma. Ele necessita, além do
conhecimento técnico, de bom conhecimento e vivência em
planejamentos, definição de estratégias e resolução de
problemas. O novo perfil do profissional de tecnologia envolve pontos
fundamentais para a “saúde” da organização.
Fonte:
BATISTA,
Emerson de Oliveira. Sistemas de Informação: o uso consciente da
tecnologia para o gerenciamento – São Paulo: Saraiva, 2006.

Nenhum comentário:
Postar um comentário